Como Colaborar

Quer colaborar com a Sala? É simples! Mande seu texto, áudio ou vídeo. Saiba quais os passos para publicação.

O seu aluno desempenha na língua-alvo que “estudou” com V.? Se sim, ele ou ela aprendeu na sua instituição mesmo? Ou foram outras fontes e condições? Quais foram elas?

Depois de uns tantos anos (quantos, na verdade?) “estudando” essa língua, o egresso consegue manter uma conversa que vá além do diálogo trivial e rotineiro das fórmulas? Esse aluno é capaz de ler um artigo de seu interesse numa revista semanal, numa revista de vulgarização da ciência, ou numa revista para entretenimento de jovens, numa página da internete, ou mesmo escrever uma carta profissional? Qual é a qualidade de uso do idioma com que sai do curso? Essa qualidade é menor do que a esperada? Aliás, qual é a esperada?

Quando a competência lingüístico-comunicativa real não satisfaz, de quem é a “culpa”? Da falta de motivação, do tipo de importância que se dá ao assunto avaliação de capacidade numa língua no Brasil, a uma certa cultura de avaliar a forma de funcionamento da língua acima de tudo, da incerta /irregular formação dos professores, dos excessos gramaticalistas dos materiais didáticos, da heterogeneidade das turmas, da pouca concorrência com outras línguas e outros centros, da falta de definição do que quer/deve ensinar sua escola, do espírito de ‘escola de língua’ dos professores (que muitas vezes se preocupam apenas superficialmente com a educação/crescimento/humanização dos alunos), dos problemas de ‘método de ensinar’, de outros? Muitos profissionais que ensinam uma nova língua a falantes de outras línguas buscam saídas para a sempre assombrante interlíngua estabilizada em baixos patamares de produção e eventuais fossilizações de seus alunos: mostram diferenças entre as línguas, dramatizam os efeitos fonológicos, tratam o fenômeno esclarecendo causas e mostrando excertos gravados de fala ou escrita de alunos que sirvam de parâmetros (bem sucedidos ou fracassados em alguma medida). Qual a análise da questão da proficiência na sua escola ou centros iguais ao seu? Que ordem (ou ordens) de problemas pode(m) ser detectada(s) nessa problemática?

Estas foram algumas ponderações e muitas questões relativas à avaliação de rendimento e conseqüente proficiência dos nossos alunos de línguas que considerei com os participantes de uma palestra proferida recentemente no I SEMAPLE (1º. Seminário de Avaliação de Proficiência em Línguas Estrangeiras), ocorrido na UFSCar, em São Carlos (SP) nos dias 05 e 06 de março. Algumas respostas começaram a surgir, outras questões poderiam ser levantadas e encaminhamentos feitos em grupos de discussão em cursos de formação inicial e continuada de professores de línguas.

Consegui formar uma hipótese de que sem parâmetros de ampla aceitação para avaliar o progresso nas línguas que ensinamos, nosso trabalho não avança. Temos de evoluir neste país e formular exames de desempenho comunicativo nas línguas ensinadas não só para aprendizes nos muitos níveis de desempenho, mas também nas competências de ensinar essas línguas demonstradas e verbalizadas por professores. Esses exames, uma vez implementados, produzirão um efeito multiplicador de estímulos e permitirão uma comparabilidades de resultados como nunca tivemos até hoje em nossa longa história de mais de 500 anos de ensino de línguas no Brasil.

Brasília, abril de 2010

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Creative Commons License
Todos os conteúdos da SALA são licenciados por Creative Commons - Licença 3.0 Brasil. Solicite autorização para outras utilizações. As opiniões emitidas nos textos, vídeos e áudios são de responsabilidade exclusiva dos autores, não expressando, necessariamente, o ponto de vista da Sociedade de Linguistica Aplicada - SALA.