A língua em que nascemos e crescemos é a língua em que nos reconhecemos como as pessoas que nos tornamos. Nós nos tornamos a língua e ela o nosso retrato de turma. Ela tece a teia na qual nos dependuramos para sermos nós, o que somos, o que fomos e o que desejamos ser. Mas as outras línguas que vimos a adquirir depois da primeira também nos constroem como as pessoas que vamos nos tornar.